Arquivo mensal: abril 2016

Sérgio Givone no Brasil

sergiogivone

lettera43.it

O departamento de Filosofia da PUCSP convida a todos(as) para a conferência do filósofo italiano Sérgio Givone, a realizar-se no dia 02/05/16, às 19h30, no auditório 239 do campus Monte Alegre, Perdizes, São Paulo-SP.  

Professor de Estética da Università degli Studi di Firenze, Sérgio Givone é um dos principais expoentes da filosofia italiana contemporânea, autor de obras como “Storia del nulla” (Roma-Bari, Laterza, 1995),  “Il bibliotecario di Leibniz. Filosofia e romanzo” (Torino, Einaudi, 2008) e “Metafisica della peste. Colpa e destino”, (Torino, Einaudi, 2012). 

A conferência tratará do tema “Filosofia e narratividade”.

Apoio: Instituto Italiano de Cultura de São Paulo

http://www.iicsanpaolo.esteri.it/IIC_Sanpaolo

Etiquetado ,

Nota de repúdio

Nota de repúdio à declaração do deputado federal Jair Bolsonaro

 

No último domingo (17), durante a sessão, na Câmara dos Deputados, que votava a admissibilidade do processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) dedicou seu voto favorável ao afastamento da presidenta “pela memória do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff”. Conhecido por suas declarações racistas, homofóbicas e em defesa da ditadura civil-militar de 1964, o deputado prestou homenagem a um torturador que chefiou a repressão política no Brasil, ofendeu a memória das vítimas da ditadura e, particularmente, ao se referir à presidenta, violentou todas e cada mulher, independente de sua nacionalidade.

 

A Secretaria-Executiva da Rede Latino-Americana de Justiça de Transição (RLAJT), sediada na UnB e na UFMG, demais membros da RLAJT, organizações e coletivos que subscrevem a presente nota repelem veementemente a declaração do deputado e consideram o seu conteúdo incompatível com um regime democrático. Ao dedicar o seu voto a Ustra, o deputado Jair Bolsonaro fez um discurso de ódio, em apologia à ditadura e ao uso da tortura, o que constitui um abuso e uma usurpação do direito à liberdade de expressão.

 

O ex-coronel Brilhante Ustra, homenageado na fala do deputado, comandou o DOI-CODI do II Exército, em São Paulo, de 1970 a 1974, e foi responsável pela prática de inúmeros crimes contra a humanidade, como torturas, execuções sumárias e desaparecimentos forçados. Ustra torturou mulheres que, como Dilma, lutaram para restabelecer a democracia no Brasil e que, por isso, tiveram seus corpos estuprados, eletrocutados, violados por objetos e por ratos. Em 2008, o ex-coronel foi declarado torturador pela justiça brasileira, em decisão confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça, em 2014. Réu em 6 (seis) ações penais do Ministério Público Federal, Ustra faleceu em outubro de 2015, sem ter respondido pelos crimes que cometeu.

 

Pelo compromisso com a democracia conquistada no Brasil e nos demais países da América Latina, que passaram por diversas ditaduras e rupturas institucionais no último século, as entidades abaixo-assinadas expressam o seu repúdio a esse discurso de ódio e esperam que sejam tomadas as medidas legais cabíveis contra o deputado. Na atuação em defesa dos direitos humanos e na luta por memória, verdade e justiça, não se transige nem se aceita que um discurso, como o do deputado, que legitima a violência praticada no passado e continuada no presente, tenha lugar em um espaço público democrático. Ditadura e tortura NUNCA MAIS!  

______________________________________________________ 

 

Carta de repudio a la declaración del diputado brasileño Jair Bolsonaro

 

El último domingo (17), en la sesión de la Cámara de los diputados de Brasil, que votó la admisibilidad de los procedimientos del juicio político (impeachment) de la presidenta, Dilma Rousseff, el diputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) dedicó su voto a favor de la destitución de la Presidenta “por la memoria del coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, el temor de Dilma Rousseff”. Conocido por sus declaraciones racistas, homofóbicas y en defensa de la dictadura cívico-militar de 1964, el diputado rindió homenaje a un torturador que dirigió la represión política en Brasil, ofendió la memoria de las víctimas de la dictadura y, en particular, en referencia a la presidenta, violó todas y cada mujer, independientemente de su nacionalidad.

 

La Secretaría Ejecutiva de la Red Latinoamericana de Justicia de Transición (RLAJT), con sede en la UnB y en la UFMG, otros miembros de RLAJT, organizaciones y grupos que se suman a esta nota, repudian fuertemente el comunicado del diputado y consideran su contenido incompatible con un régimen democrático. Al dedicar su voto a Ustra, el diputado Jair Bolsonaro hizo un discurso de odio, en apología de la dictadura y el uso de la tortura, lo que es un abuso y una usurpación del derecho a la libertad de expresión.

 

El ex coronel Ustra brillante, homenajeado en el discurso del diputado, dirigió el DOI-CODI del II Ejército en São Paulo, de 1970 a 1974, y fue el responsable por numerosos crímenes contra la humanidad, incluyendo tortura, ejecuciones sumarias y desapariciones forzadas. Ustra torturó mujeres que, como Dilma, han luchado para restaurar la democracia en Brasil y, por lo tanto, han tenidos sus cuerpos violados, electrocutados, han sido violadas con objetos y ratones. En 2008, el ex coronel fue declarado culpable de tortura por los tribunales brasileños, en una decisión confirmada por el Supremo Tribunal de Justicia (STJ), en 2014. Acusado en seis (6) acciones criminales del Ministerio Público Federal, Ustra murió en octubre de 2015, sin haber respondido por los crímenes que cometió.

 

Por el compromiso con la democracia conquistada en Brasil y otros países de Latinoamérica, que han pasado por dictaduras y rupturas institucionales en el último siglo, las organizaciones abajo firmantes expresan el repudio a este discurso de odio y manifiestan la esperanza de que acciones legales sean aplicadas contra el diputado. Al actuar en defensa de los derechos humanos y la lucha por la memoria, la verdad y la justicia, no es posible aceptar que un discurso como del diputado, que legitima la violencia en el pasado y que continúa en el presente, se lleve a cabo en un espacio público democrático. Dictadura y tortura NUNCA MÁS!

 

Pasolini e a tradição cínica

Zilda_pier-paolo-pasolini_rome

Grafiti de Žilda em Roma, parte da série “Io sono una forza del passato”

No âmbito dos debates dos Seminários de Filosofia do primeiro semestre de 2016, o curso de Filosofia da PUCSP convida a todos(as) para a palestra com o professor Vinícius Nicastro Honesko (Universidade Federal do Paraná), que tratará do tema “Pasolini e a tradição cínica”, às 19h do dia 19/04/2016, na sala T53 do Campus Monte Alegre (“Prédio Velho”), da PUCSP. Rua Monte Alegre, 984. Perdizes – São Paulo.